4ª Jornada, Boavista vs Amarante, Sábado, 28 de Setembro, 16h00, Estádio do Bessa Séc. XXI
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Hoje no "Jornal de Notícias"

"Panterinhas" erguem orgulho axadrezado

O Boavista passou por uma grande revolução, mas a formação conseguiu manter-se à tona, mostrando que continua disposta a dar ao futebol português jovens talentos. E o melhor exemplo é o que sucede nos Juniores B, que estão no segundo lugar e se preparam para passar à segunda fase do Campeonato Nacional.

"Tenho muito orgulho em jogar neste grande clube. Já viveu momentos melhores, mas com o tempo vai voltar lá cima e ter grandes momentos de alegria", projecta o central Tiago Sousa, 16 anos, avançando que o emblema continua a impor respeito.

O médio André Gomes, 16 anos, refere que aprendeu muito com o clube e aconselha outros atletas a irem para o Bessa. "Tem uma cultura muito grande e uma força que ninguém imagina. Apesar dos problemas que tem, o Boavista continua em alta", anota o jovem admirador de Zidane. O sucesso da equipa deve-se, segundo o trinco Mário Pereira, ao "espírito de sacrifício, muito amor ao futebol e ao clube". "Não temos as mesmas condições dos outros, mas isso dá-nos mais força para trabalharmos mais todos os dias e ganharmos", explica.

Os três capitães estão em sintonia quanto aos objectivos: a passagem à segunda fase. E, quem sabe, o título no escalão... "O Boavista ganhou uma vez, está na hora de ganhar a segunda", atira Mário, para André completar: "Muita gente não está ciente das capacidades que o clube tem. Atravessa uma fase muito complicada, mas estamos cá nós, formação, para ajudar e contribuir para que volte aos principais escalões".

Nomes como o de João Vieira Pinto, Nuno Gomes, Bosingwa, Raul Meireles, Pedro Emanuel ou Petit são motivação extra para os jovens deixarem tudo em campo. "Dão-nos mais força para lutarmos para chegar ao topo", diz Tiago Sousa, cujo ídolo é Puyol.

Formação excelente

O treinador, Nuno Correia, é o responsável por unir o grupo em torno da meta traçada no início da época, a segunda fase. Mas isso é algo que as panteras têm conseguido fazer, pois são segundos na Série B, fruto da "qualidade do plantel". "Somos uma equipa sólida e estamos a caminhar para o sítio certo", argumenta o treinador, explicando que o Boavista tem uma grande vantagem: "Possui uma formação excelente. Os jovens que estão comigo percebem o que é o clube e têm sempre muito presente o que é jogar e ser do Boavista".

plantel - Guarda-redes: Tiago Pinto e David Silva. Defesas: Cláudio, Tiago Sousa, Tito Sá, Pedro Rodrigues, Adérito Pedrosa, Rafael Sardinha e Rúben Baptista. Médios: André Gomes, Rui Moura, Mário Pereira, Wendel Dias, Bruno João e Bruno Silva. Avançados: José Martins, Luís Gonçalves, Leandro Eduardo, Joel Oliveira, Flávio Cardoso e Miguel Reis. Equipa Técnica: Nuno Correia (Treinador), Luís Galhano (Adjunto), Luís Machado (Trein. Guarda-redes) e Tiago Branco (Técnico de Estatísticas).


PARA VERES O VÍDEO BASTA ENTRARES NESTE LINK:
Mini-estádio: Jovens querem reerguer Boavista - JN

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Esperemos que no meio de tudo isto o Boavista não volte a sair prejudicado...

Notícia extraída do Jornal de Notícias:

João Loureiro julgado por fraude e abuso de confiança fiscal no Boavista

João Loureiro, ex-presidente da SAD do Boavista, começou hoje, terça-feira, a ser julgado no Tribunal de São João Novo, no Porto, por fraude e abuso de confiança fiscal, com a defesa a realçar a "boa fé" demonstrada pelo antigo dirigente.

Loureiro e mais dois antigos administradores boavisteiros, Carlos Pissarra e Vítor Borges, estão acusados de terem lesado o fisco em 3,4 milhões de euros, por não terem entregue dinheiros relativos a IRC, IRS e imposto de selo entre 2001 e 2004.

Loureiro confiou a sua defesa ao advogado Lourenço Pinto e foi este que, já no final, defendeu perante a comunicação social "a boa fé que as pessoas tiveram em solicitar um PEC (Plano Extrajudicial de Conciliação)" para liquidar as verbas retidas.

O montante mais elevado refere-se a cerca de 2,5 milhões de euros de IRS retido aos salários dos futebolistas e funcionários pagos entre Fevereiro de 2003 e Fevereiro de 2004 e não entregues ao Estado no prazo legal.

Lourenço Pinto referiu ainda que "a administração pública deu o seu aval, aceitando que nele fossem incluídas todas as dívidas que porventura o clube tivesse ao tempo e que fossem liquidadas num sistema prestacional, que sempre foi cumprido escrupulosamente".

Foi isto também que João Loureiro disse ao colectivo presidido pela juíza Maria José Matos, que o interrogou sobre o que consta da acusação deduzida contra si em Janeiro de 2008 pelo Departamento de Investigação e Acção Penal do Porto.

Dos três arguidos neste processo, aliás, só Loureiro foi ouvido hoje.

O ex-dirigente desportivo destacou que não era "nem profissional nem remunerado", ao contrário de Pissarra e de Borges, mas, questionado pela juíza, afirmou saber quais são as "obrigações tributárias de uma sociedade".

Loureiro aproveitou para frisar de que o Boavista foi vítima de "uma discriminação" no processo de financiamento do novo estádio para o Euro 2004, porque recebeu apenas "um milhão de euros" para erguer o seu novo recinto, ao passo que outros clubes contaram com ajudas significativas dos respectivos municípios e do próprio Estado para igual fim.

"Os incumprimentos" coincidiram com esta situação, salientou, e "a SAD teve que dar como garantia uma parte dos seus contratos televisivos", que, segundo adiantou, totalizavam 3,75 milhões de euros por ano.

A juíza ouviu também João Loureiro explicar o motivo por que a SAD reteve verbas de IRC, nomeadamente relativas a contratações de futebolistas estrangeiros: "Não estava informado quanto a esta questão".

"Uma acção inspectiva" das Finanças levantou "dúvidas de interpretação da lei" nos "serviços" boavisteiros quanto a esse imposto, mas "ainda hoje" João Loureiro afirma não ter certezas quanto a esta matéria.

A verdade, porém, é que Loureiro deu "ordens" para corrigir a situação e o Boavista decidiu recorrer a um PEC por causa das suas dívidas ao Estado, obrigando-se a pagar cerca de 100 mil euros por mês.

O antigo presidente boavisteiro garantiu que os valores alegadamente ainda em dívida, segundo diz a acusação, "já tinham sido liquidados", uma tese que o seu advogado, aliás, já tinha sustentado numa intervenção inicial.

Loureiro reconheceu, por outro lado, que o Boavista reteve IRS quando verificou que, "mensalmente, o que ia entrando apenas dava para pagar aos funcionários", jogadores incluídos, e a alguns "fornecedores mais prementes, sem os quais a SAD não podia desenvolver a sua actividade".

O julgamento prossegue no dia 26, pelas 9h45.